Review: The Walking Dead – 8ª Temporada

Os últimos anos certamente já provaram que The Walking Dead não está em seus melhores momentos. A série, que começou em 2010 e já ocupou o topo da lista dos seriados mais populares da televisão, atualmente enfrenta uma queda significativa de audiência e troca de showrunner. A 7ª temporada da produção com zumbis foi um desastre quase que por completo, com 8ª ainda insistindo em falhas e enrolações desnecessárias, mas conseguindo entregar uma segunda metade no mínimo competente. Ao mesmo tempo, a resposta para a dúvida sobre se The Walking Dead deve ou não continuar esta cada vez mais clara.

A primeira metade da temporada permaneceu presa ao mesmo ritmo desinteressante dos episódios anteriores, com a batalha entre os Salvadores, Reino, Alexandria e Hilltop prolongando-se sem necessidade. Os ataques que Rick e seus aliados fizeram contra Negan nestes capítulos não são nada mais do que uma tentativa covarde de oferecer espetáculos, já que ninguém parece ser capaz de matar o vilão — ou de pelo menos ter uma mira decente em momentos cruciais. O único confronto digno de menção acontece no último episódio, já que os anteriores acabaram (ou foram interrompidos) de maneiras decepcionantes.

Ao mesmo, alguns arcos narrativos tornaram-se mais bem executados e organizados, de forma que a série, aos poucos, consegue deixar para trás a confusão de focar em várias histórias simultaneamente. Personagens como Ezekiel, Eugene e Dwight ganharam mais espaço e, consequentemente, protagonizaram reviravoltas e outros momentos importantes da temporada. Até mesmo os sobreviventes do Lixão conseguiram contribuir com a narrativa sem deixá-la atrapalhada.

Negan continua sendo o principal destaque da trama, mantendo o posto de melhor antagonista da série — e provavelmente um dos melhores personagens que já passaram por The Walking Dead. Embora o foco nele seja grande, a sensação de que o vilão está sendo pouco aproveitado permanece ao longo de toda temporada. Há rápidos momentos que exploraram os sentimentos e passado de Negan, mas nada profundo o suficiente para colocá-lo em situações que não envolvam violência e sarcasmo. Por sorte, o desgaste completo de Negan foi driblado no último episódio da temporada — tal desfecho promete trazer um contexto curioso e totalmente inédito nos próximos capítulos.

The Walking Dead apostou em mortes importantes, mas pouco convincentes ou bem executadas. Uma delas, porém, despertou discussões e consequências emocionantes nas vidas de certos personagens principais (não citaremos os nomes de quem morreu e dos envolvidos a fim de manter o texto livre de spoilers). Outro problema é que ambas as perdas aconteceram para servir como gancho dramático, mas sem chocar os espectadores — e o que é The Walking Dead em um pouco de choque?

Se há algo que ainda vale a pena acompanhar em The Walking Dead, é a jornada de Rick, Michonne, Daryl, Carol e Maggie. Estes personagens sempre estão enfrentando mudanças e questionando suas próprias convicções, de forma que a base da série precisa manter-se presa no destino destes sobreviventes para ter o mínimo de carisma ou importância. Tudo o que passar por ou entre eles, deve ser passageiro, assim como Negan. (Fonte: IGN)

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