Atlético bate o Bahia em BH e segue rumo a Libertadores

Aos poucos, o técnico Levir Culpi vai dando sua cara ao Atlético-MG. Ainda é um Galo estranho, às vezes sem padrão, em outras sem raça, mas, ainda assim, conseguiu mostrar sua força dentro de Minas Gerais. Na noite deste sábado (17/11), o Galo venceu o Bahia, por 1 a 0, no Independência, e confirmou sua condição como sexto colocado.

O Galo luta pela sexta colocação. Ela dá a última vaga para a Copa Libertadores – torneio sonhado pelo Galo e planejado para boas contratações. Com a vitória do Atlético-PR, o triunfo mineiro nesta noite garantiu a permanência do G6. Ainda é preciso esperar ainda o Santos que joga contra o América-MG, no mesmo Independência.

O Atlético foi um time melhor em campo em relação aos jogos anteriores. Conseguiu ter intensidade, chegava ao ataque com mais atletas e defensivamente funcionava. O Bahia viveu dois tempos diferentes: na etapa inicial só viu o adversário jogar e na complementar, com um homem a mais, atacou, mas não conseguiu.

Na próxima rodada, o Galo viaja ao Rio Grande do Sul e enfrenta o Inter, na quarta-feira, no Beira Rio, às 19h30 (de Brasília). Já o Bahia recebe o Fluminense, na Fonte Nova, na quinta-feira, às 21h.

Primeiro tempo

O Atlético entrou em campo com alguns retornos, como Ricardo Oliveira e Chará, o primeiro fora da partida anterior por suspensão e o segundo com dores musculares. O lateral-direito Emerson, no entanto, está fora suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

O Galo iniciou a partida superior. A equipe mineira tinha mais posse de bola e conseguia criar boas oportunidades. No meio campo atleticano, Luan, Cazares e Elias eram os responsáveis pelo setor mais criativo.

Logo aos seis minutos o Galo chegou pela primeira vez. Ricardo Oliveira, que vive grande seca de gols, ficou mano a mano com o zagueiro Tiago, mas chutou fraco. O Galo seguiu superior em campo.

Era claro na partida que o Bahia investiria nos contra-ataques. A defesa era armada para isso e os atacantes também esperava essas oportunidades. Era pouco.

O Galo tinha qualidade ao conseguir conter as ações baianas. O Tricolor quando roubava a bola atleticana observava uma recomposição muito rápida e isso atrapalhava o planejamento de Enderson Moreira.

A primeira jogada que ilustrava como seria a partida do Bahia ocorreu aos 16 minutos. Em saída em velocidade, Paulinho recebeu passe de Ramires e arriscou o chute, mas o goleiro Victor fez a defesa com tranquilidade. É preciso ressaltar, todavia, que apesar de apostar muito nos contra-ataques, o Bahia, em momentos, pressionava a saída de jogo atleticana.

O Galo trocava passes. Criava chances. Tinha em campo, mais uma vez, a exemplo dos dois últimos jogos, o tão criticado Elias como jogador mais lúcido em campo. O camisa 7 parece ter se encontrado na equipe com a chegada de Levir e consegue ser bastante ativo, tanto defensivamente quanto ofensivamente. Ressalta-se também a participação de Patric, sem deixar o nível na ala direita cair.

Aos 36 e 38 o Galo chegou duas vezes com bastante perigo. A primeira, Cazares bate falta, a bola passa por todo mundo e o goleiro Douglas tem dificuldade para fazer a defesa. Na segunda, o mesmo camisa 10 atleticano, novamente em cobrança de falta, mandou a bola muito perto.

Libertadores é obrigação

No fim das contas da etapa inicial, a superioridade atleticana foi desenhadas com 10 finalizações a favor e três sofridas. A torcida, no entanto, pegou no pé, não teve paciência, e vaiou o grupo na saída para os vestiários e aos gritos de “Libertadores é obrigação”.

Segundo tempo

O Galo voltou novamente intenso para a etapa complementar. Sem alterações, o Atlético levou apenas seis minutos para conseguir marcar o primeiro gol da noite. Cazares recebeu a bola na entrada da área, dominou e soltou o chute para marcar um belo tento.

No minuto seguinte ao gol, o lateral-esquerdo Fábio Santos fez falta em Elber e foi advertido com um cartão amarelo. Como ele já tinha outro, por outra falta no mesmo atacante, levou o vermelho e o Galo perdeu um atleta.

Com um a menos, Levir Culpi precisou fazer alterações para não ver seu time sofrer defensivamente. Mandou o lateral direito Patric para a esquerda, tirou o atacante Ricardo Oliveira e colocou o zagueiro Gabriel improvisado na ala direita. Enderson Moreira, por sua vez, também mudou: tirou um volante e colocou um meia ofensivo.

A partir das alterações e a mudança na questão numérica das equipes, o desenho do jogo mudou. O Bahia cresceu – evidentemente por ter mais homens em campo – e o Galo passou a segurar. Os contra-ataques passaram a ser do Galo e se formavam da seguinte maneira: Cazares ganhava a bola no meio e buscava Chará passando em velocidade.

O Bahia não conseguia aproveitar seu homem a mais. Isso porque o Galo se defendia muito bem. Assim, foram somente duas finalizações, uma com bastante perigo e Victor fez um verdadeiro milagre.

FICHA TÉCNICA:

ATLÉTICO-MG 1 X 0 BAHIA

Local: Estádio Independência, Belo Horizonte (MG)
Data: 17 de novembro de 2018, sábado
Horário: 21h (de Brasília)
Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza (SP)
Assistentes: Anderson José de Moraes Coelho (SP) e Bruno Salgado Rizo (SP)

Gol: Cazares, aos seis minutos do segundo tempo (Atlético)
Cartões Amarelos: Fábio Santos (2), Elias, Adilson (Atlético); Nilton, Vinicius, Elber (Bahia)
Cartão Vermelho: Fábio Santos (Atlético)

ATLÉTICO-MG: Víctor, Patric, Léo Silva, Maidana, Fábio Santos, Adilson, Elias, Luan (Galdezani), Cazares (Terans), Chará e Ricardo Oliveira (Gabriel).

Técnico: Levir Culpi

BAHIA: Douglas Friedrich; Bruno, Tiago, Jackson (Allione), Paulinho, Nilton (Vinicius), Gregore, Flávio, Élber, Ramires (Gilberto), Edigar Junio

Técnico: Enderson Moreira

*Gazeta Esportiva

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