Astro do K-Pop é preso por acusação de assédio sexual na Coreia do Sul

A indústria do entretenimento sul-coreana, em franca expansão, está muito abalada por uma crise envolvendo um de seus maiores astros. O cantor de K-pop Jung Joon-young, de 30 anos, foi preso esta semana acusado de cometer crimes de assédio sexual. O artista teria filmado mulheres sem o consentimento e compartilhados vídeos sexualmente explícitos para um grupo restrito. O escândalo ficou conhecido como “Burning Sun Scandal”, de acordo o jornal South China Morning Post.

Outros nomes de peso do K-pop envolvidos na polêmica são Seungri, da banda Big Bang, Choi Jong-hoon, da F.T. Island, Yong Jun-hyung, do grupo Highlight, e Lee Jong-hyun, da CNBlue. Os cinco são suspeitos de participar de um grupo de bate-papo onde compartilhavam vídeos explícitos de mulheres envolvidas em atos sexuais que não consentiram com as filmagens, diz o jornal, segundo o jornal chinês. Ao menos 10 mulheres estão envolvidas nas acusações.

Segundo a Revista Monet, o jornal Korea Times afirma ter obtido mensagens de texto que mostram os cinco cantores enviando vídeos explícitos, fazendo piadas de estupro e contando suas experiências sexuais. Seungri, de 28 anos, ainda possui o agravante de estar sendo acusado de abuso e tráfico sexual e por supostamente drogar garotas em sua antiga casa noturna Burning Sun – que inspirou o nome do escândalo.

“Eu realmente sinto muito. Eu admito todas as acusações contra mim. Não vou contestar as acusações apresentadas pela agência de investigação e aceitarei humildemente a decisão do tribunal”, disse Jung, que prestou depoimento na semana passada, segundo a CNN, e foi preso logo em seguida. A CBC afirma que o comportamento de pedir desculpas em escândalos é comum na Coreia do Sul, mesmo que os acusados aleguem inocência.  (Notícias ao Minuto)

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