Professor da UFRB produz documentário da Netflix sobre colonização do Brasil

O primeiro episódio da série conta a invasão e colonização do Brasil. A chegada dos portugueses nas praias brasileiras em 1500 e sua relação com os índios que ocupavam este território há milhares de anos.


O professor e pesquisador Felipe Milanez, colaborador do Mestrado Profissional em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) escreveu o roteiro do primeiro episódio da temporada “Guerras do Brasil.doc”, em exibição na Netflix.

O episódio “A Guerra da Conquista”, escrito em parceria com o documentarista Luiz Bolognesi, revela diferentes fatos e versões sobre o processo de colonização europeia em território brasileiro. O episódio dura 26 minutos – mesmo tempo dos outros quatro episódios da série.

O primeiro episódio da série conta a invasão e colonização do Brasil. A chegada dos portugueses nas praias brasileiras em 1500 e sua relação com os índios que ocupavam este território há milhares de anos.

O episódio entrevistou o líder indígena, ambientalista e escritor brasileiro, Ailton Krenak, os antropólogos e professores titulares da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carlos Fausto e João Pacheco de Oliveira; o historiador Pedro Luis Puntoni e a líder indígena Sônia Guajajara.

Segundo a sinopse do documentário a guerra da conquista ainda não acabou. “Ela já tem mais de 500 anos e continua viva”. O episódio descreve como os portugueses e outros europeus chegaram, ocuparam e colonizaram o País do Pau Brasil; a evangelização, a dominação, a exploração e a resistência indígena e como, ao longo da história, a população indígena foi dizimada e segue sua luta, até os dias de hoje, pela demarcação de terras. “O Brasil que segue em guerra”, explica a sinopse.

Perfil

Felipe Milanez foi professor adjunto de “Descolonização do conhecimento: Universidade, sociedade e ambiente” na UFRB entre 2015-2018 e é líder do Grupo de Pesquisas em Ecologia Política ARCO: Ambientes Indisciplinados e Outras (R)existências (UFRB); integra o Núcleo de Estudos em Gênero, Raça e Saúde (NEGRAS/UFRB), desde 2016; e o Grupo de Trabalho Ecologia Política no Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (CLACSO 2016-2016).

Milanez faz parte da rede European Network of Political Ecology (ENTITLE), desde 2012; é membro da Society for the Anthropology of Lowland South America (SALSA), desde 2013, e participa do Núcleo de Estudos sobre Políticas Sociais, Trabalho e Desigualdades (POSTRADE), desde 2012, do Centro de Estudos Sociais (CES), laboratório associado da Universidade de Coimbra (UC), onde foi pesquisador de 2012 a 2015.

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