suspeito de matar ex-namorada de 15 anos na BA filho de PM vai a júri popular no dia 19 de julho

G1 BAHIA – O jovem suspeito de matar a ex-namorada Andreza Victória Paixão, de 15 anos, no bairro de Itapuã, em Salvador, vai à júri popular no dia 19 de julho, no Fórum Ruy Barbosa. A informação foi divulgada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

De acordo com o TJ, a decisão de levar o suspeito a júri popular foi tomada pela juíza Gelzi Maria Almeida Souza, no dia 30 de maio. O julgamento contará com 24 pessoas.

O crime aconteceu há pouco mais de dois anos. Adriel Montenegro dos Santos, 21 anos, que é filho de um policial militar, está preso desde setembro de 2017, quando se apresentou à polícia com um advogado, após passar 5 meses foragido. Em outubro do mesmo ano, o jovem, que chegou a ser incluído no Baralho do Crime da SSP, teve a prisão preventiva, sem prazo para expirar, decretada.

Além de Adriel, três testemunhas foram ouvidas. Conforme o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o processo foi encaminhado ao Ministério Público (MP-BA), para parecer, e, depois disso, retornou ao Tribunal para julgamento.

O rapaz foi denunciado pelo Ministério Público pelo crime de homicídio, com motivo torpe, sem possibilitar a defesa da vítima e prática de feminicídio, além de porte ilegal de arma.

Após ser preso, Adriel disse, em depoimento, que o tiro que atingiu a jovem foi acidental, ocorrido depois que ele tentou tirar o revólver das mãos de Andreza que, segundo o rapaz, estava o ameaçando com uma arma. O rapaz disse que ela não aceitava o fim do relacionamento, que ele gostava da garota e que não teve intenção de matar a vítima.

A polícia disse, no entanto, que não acredita na versão do suspeito e que os laudos sobre o crime apontam que o jovem teve a intenção de matar a ex-namorada.

Andreza Vitória foi morta com um tiro na casa de Adriel, no bairro de Itapuã, em Salvador, no dia 17 de abril de 2017.

Conforme informou a polícia, o suspeito encontrou com a garota no Colégio Rotary, onde ela estudava e, de lá, os dois seguiram caminhando para a casa dele, que fica no mesmo bairro. Ao chegar na varanda do imóvel, a vítima foi baleada na nuca.

A adolescente foi socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro de Itapuã e, em seguida, transferida ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos. O pai de Adriel é policial militar e foi quem socorreu a garota.

A jovem foi enterrada no dia 18 de abril do ano passado, no Cemitério Bosque da Paz, bairro de Nova Brasília, na capital baiana.

Primeiro, a Polícia Civil havia divulgado que o tiro que matou a Andreza tinha partido de uma pistola ponto 40, de uso restrito das polícias Civil e Militar. Depois, no entanto, a polícia corrigiu a informação e disse se tratar de um revólver calibre 38.

Segundo a polícia, a arma do pai de Adriel foi periciada após o crime – já que havia a suspeita de que o rapaz teria usado a arma do pai para atirar na vítima -, mas os investigadores descartaram esta hipótese.

Adriel disse que comprou a arma na Feira do Rolo, centro de comércio a céu aberto localizado na Baixa do Fiscal, na capital baiana.

Após o crime, a reportagem esteve na casa da mãe de Andreza e ouviu os relatos de dor e saudade. Na ocasião, Lívia Tito disse que a adolescente não estava namorando com Adriel, e disse que segundo relato de colegas da escola da filha, ela não saiu da unidade de ensino com o ex-namorado. Foi Adriel quem perseguiu Andreza até a escola, lá ele roubou a mochila da adolescente para que ela fosse obrigada a ir na casa dele.

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