Técnico de astros do MMA é acusado de estupro por atletas de boxe

METRÓPOLES – Duas atletas de boxe acusam Erivan Ribeiro Conceição, técnico de astros e campeões de MMA, de estupro quando eram menores de idade, no Rio de Janeiro. As denúncias foram reveladas em reportagem exibida neste domingo (13/10) pelo Fantástico, na Globo.

Pugilista aposentado, o treinador já trabalhou com nomes como Anderson Silva, um dos melhores lutadores da história do UFC, principal organização de MMA, Rodrigo Minotauro, Rogério Minotouro, Erick Silva e Rafael Feijão. Ex-supermédio, o catarinense teve marcante passagem pela academia Champion, em Salvador, onde treinou Júnior Cigano, outra estrela das artes marciais.

As duas mulheres tinham entre 13 e 14 anos quando entraram no projeto social do Instituto Irmãos Nogueira, comandado por Rodrigo Nogueira (Minotauro) e Rogério Nogueira (Minotouro) e voltado a ajudar crianças e adolescentes de baixa renda.

Como se destacaram, logo foram consideradas promessas da modalidade e promovidas à equipe profissional, treinada por Conceição. Camila Borges Araujo conta que o técnico começou com abusos psicológicos. Uma vez, o professor tentou beijá-la. Aos poucos, os avanços continuaram. O técnico chegou a obrigar Camila a beber e a fazer sexo a três com a esposa dele, Loren Santos de Santana.

Quando diziam não, as adolescentes sofriam ameaças do técnico. “Ele me colocava para fazer abdominal de perna aberta. A partir daí, foi o início da série de abusos. Eu não sabia o que fazer, o que pensar. Então, só deixei ele fazer as coisas comigo porque não via a hora de sair dali”, disse a outra vítima, que não quis se identificar. Ela ainda conta ter ouvido de Conceição: “Se eu quisesse ir para a seleção, era só daquela forma”.

Camila, hoje grávida da primeira filha, Sofia, abandonou o boxe no projeto do irmãos Nogueira e foi chamada para treinar em outra academia, lutando jiu-jitsu. Lá, a dona do espaço, Janaína Silva Simplício, conheceu a história dela e a relacionou ao que tinha ouvido da outra vítima.

“Pedi para parar muitas vezes. Não admitia (os abusos) nem para mim. Era difícil. Só de pensar, já queria me matar e me mutilar”, conta Camila, que entrou em depressão. “Só quero que ele seja preso”, completa.

Camila e a outra vítima se reencontraram em fevereiro de 2019 e procuraram a polícia para denunciar os crimes cometidos por Conceição. O professor foi denunciado por estupro de vulnerável no caso de Camila. A Justiça analisa as denúncias. O ex-pugilista pode pegar de 8 a 15 anos de prisão.

Ao Fantástico, Minotouro disse que Conceição não faz mais parte do projeto. “Nossa punição é rígida e clara”, afirmou.

Conceição não respondeu às solicitações de entrevista do programa e se manifestou por meio de nota. Sua advogada disse que as denúncias não são verdadeiras. “Narrativa precária de provas e fatos concretos”, rebate o comunicado.

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