Roger Abdelmassih volta à prisão por determinação da Justiça de SP

O ex-médico Roger Abdelmassih, condenado por uma série de crimes sexuais contra pacientes, voltou para prisão no começo da tarde desta segunda-feira (31). O mandado judicial foi cumprido pela Polícia Civil no apartamento em que mora, na região dos Jardins, zona oeste da capital.

Abdelmassih volta para a penitenciária 2 de Tremembé, local em que o ex-médico vinha cumprindo sua pena antes de ter autorização judicial de cumprir sua pena em regime domiciliar. Ele estava em prisão domiciliar desde 14 de abril.

Inicialmente, o ex-médico havia condenado a 278 anos de reclusão pelo estupro de dezenas de pacientes, mas a pena foi reduzida para 181 anos, em 2014. O primeiro caso foi denunciado em 2008.

A volta dele para prisão foi definida na última sexta (28) pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, atendendo recurso do Ministério Público.

O desembargador José Raul Gavião de Almeida, relator do processo, entendeu que o cumprimento de pena em regime domiciliar não é possível a condenados ao regime fechado, caso de Abdelmassih.

O relator também avaliou não haver recomendação médica ou provas de que o condenado corra risco de saúde na prisão e que não há justificativas para uma progressão de regime, mesmo diante da pandemia do novo coronavírus.

“Quanto à prisão domiciliar de natureza humanitária, que estaria autorizada pela pandemia do coronavírus, este fenômeno não acarreta ao automático e imediato esvaziamento dos cárceres”, escreveu.

A decisão continua. “Diante desse quadro e da ausência de recomendação do médico oficial, no sentido de que o agravante não possa ser tratado no estabelecimento hospitalar penal, tem-se por indemonstrada a necessidade da prisão domiciliar”, diz trecho da decisão do magistrado na última sexta.A prisão domiciliar de Abdelmassih já foi contestada e revogada em 2019, mas, em abril deste ano, a Justiça autorizou novamente que ele deixasse a penitenciária.

Em 2017, o ex-médico também saiu e voltou da cadeia algumas vezes antes de conseguir um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF). (Folhapress)

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