Criança cigana de 9 anos que foi sequestrada em Miguel Calmon é encontrada em Feira de Santana

O menino C.D.C.B de nove anos que foi sequestrado na cidade de Miguel Calmon, no norte da Bahia, foi encontrado na cidade de Feira de Santana, distante a cerca de 100 km de Salvador. Nesta quinta-feira (20), a criança já está com a família.

O menino foi levado na manhã de segunda-feira (17/), enquanto brincava em uma praça da cidade, na Avenida Ronan Mota. Câmeras de segurança flagraram o momento em que um veículo, modelo Sandero, utilizado pelos criminosos, se aproxima da vítima, que brincava com outras crianças. Dois homens descem do automóvel e puxam o menino. Rapidamente, os suspeitos jogam a criança no carro e fogem em alta velocidade.

Na terça-feira (18) três pessoas, duas mulheres e um homem foram presas por envolvimento no caso. Segundo a polícia, os presos são Emília Lima Magalhães, Sebastião Gama Barreto e Poliana Miranda. Outras três pessoas estão sendo procuradas.

A polícia não informou se houve pedido de resgate, nem se a família pagou. Ainda não há detalhes de como a criança foi encontrada.

Caso

Nas imagens do sequestro, gravadas por uma câmera de segurança, é possível ver que um carro preto se aproximou do garoto, que brincava em frente à casa da mãe. O veículo parou e dois homens foram até o menino. Em seguida, os suspeitos colocaram ele dentro do carro.

O carro usado na ação foi encontrado horas depois, na zona rural de Miguel Calmon, com os pneus furados. Dos três presos, um deles estava com uma arma e confessou ter participação no sequestro. A polícia não detalhou qual dos três.

A mãe do menino, que faz parte de uma família de ciganos, informou que não sabe o motivo do sequestro. O Governo da Bahia chegou a disponibilizar um helicóptero para auxiliar nas buscas.

Ciganos envolvidos

O suspeito, que é de Feira de Santana, informou que veio ao município de Miguel Calmon para ajudar dois homens, identificados como Nagui e Josean, que haviam sido contratados por um casal de ciganos para sequestrar a criança, que também é de uma família cigana da cidade. Emílio apontou o casal, identificado como Sebastião Gama Barreto e Poliana Miranda, como sendo mandantes do crime.

O sequestrador disse que o casal deu todo o suporte a eles, desde o planejamento até a estadia na cidade para raptar a criança. A intenção era sequestrar e extorquir a família, pedindo um valor de resgate.

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